Ramon Salgado Esteves
Não estaria havendo excesso de demagogia e redução da pedagogia
O consultor de relações trabalhistas, Ramon Salgado Esteves, questionou a Pastore perguntando se a falta de pedagogia por parte da classe política para discussão das propostas não estaria caindo no excesso de demagogia, ao citar o decreto 60/2007 que diminui de 20% para 11% desde que se exclua do direito à aposentadoria por tempo de contribuição, pois, com tal deliberação, o Governo Federal, ao invés de estender direitos, estaria os retirando. “O Governo Federal está reduzindo o custo do empresário, mas está também, ao mesmo tempo, reduzindo um benefício, o senhor acredita que está havendo excesso de demagogia e redução de demagogia”, indagou.
De acordo com José Pastore, as últimas iniciativas do Governo Federal mostram a falta de mecânica de incorporação dos informais à formalidade, classificando tais ações como desespero por parte do Poder Público, citando que as legislações, trabalhista e previdenciária, precisam ser modificadas ao mesmo tempo. “Será muito difícil haver uma Reforma da Previdência sem que haja uma Reforma Trabalhista”, diagnosticou.
Pastore citou a polêmica proposta do aumento da idade mínima para aposentadoria de 60 para 62 anos (homem) e 55 para 57 (mulher). O sociólogo explicou que tal recurso realmente pode ser feito, pois a média de idade da população brasileira está ficando mais velha. No entanto, ele observa que este recurso funciona onde as taxas desemprego são baixas, o que não ocorre no Brasil. “O aumento da idade mínima é um impacto bastante positivo, mas estes Países não tem informalidade. Se fizermos isto teremos mais consumidores do que contribuintes”, alertou.
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