MARCHA DAS CENTRAIS SINDICAIS EM BRASÍLIA RECEBE APOIO E PROMESSAS DE NEGOCIAÇÃO PELAS 40 HORAS SEMANAIS.



Na manhã desta quarta-feira (11), a 6ª Marcha da Classe Trabalhadora chamou atenção de quem passava pelo centro de Brasília. Organizado pelas centrais sindicais - CUT, Força Sindical, NCTS, CTB, UGT e CGTB - o evento reuniu mais de 30 mil trabalhadores e trabalhadoras de todo Brasil.
Os manifestantes saíram a pé do estacionamento do Estádio Mané Garrincha, seguiram pelo Eixo Monumental e caminharam até o Congresso Nacional, onde foi realizado um ato político.
Além de trabalhadores, a marcha contou com a participação de representantes de movimentos sociais, da UNE (União Nacional dos Estudantes) e do MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra), estreante na mobilização promovida pelas centrais sindicais. Também compareceram ao ato político parlamentares que apóiam a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, principal reivindicação da marcha.

Lupi é favorável à redução da jornada de trabalho - Representantes da 6ª Marcha da Classe Trabalhadora entregaram ao ministro pauta de reivindicações, com destaque para a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais

Brasília, 11/11/2009 - O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, recebeu na tarde desta quarta-feira representantes das Centrais Sindicais que estão em Brasilia por conta da 6ª Marcha da Classe Trabalhadora. Os sindicalistas entregaram a Lupi uma pauta de reivindicações, que tem como principal destaque a redução da jornada de trabalho.
"Sou favorável à redução da jornada. Todos os paises evoluídos do mundo já praticam isso. É bom inclusive para o empresário, porque o trabalhador produz melhor, fica um pouco mais de tempo com sua família, que é fundamental para seu equilíbrio psicológico".
A redução da jornada de trabalho está para ser votada na Câmara dos Deputados. Segundo Lupi, é preciso agilidade na votação da proposta. "Então, vou fazer um apelo público para que o presidente da Câmara, Michel Temer, faça uma comissão dos parlamentares que são a favor e os que são contra, para que se crie um campo de negociação e se vote. O que não pode é ficar no ar".
Os representantes da Marcha também pretendem se encontrar com o presidente Luis Inácio Lula da Silva, onde devem apresentar a pauta de reivindicações.

Votação sem data

O presidente da Câmara elogiou a atuação dos dirigentes sindicais. Para Temer, o Poder Legislativo "trabalha sobre pressão". Ele lembrou que, em seu mandato, já recebeu mais de cinco vezes os representantes dos trabalhadores. "Isso é muito positivo".
Apesar do apelo das centrais sindicais, Temer não agendou a votação da PEC 231/95. "Não dá para marcar uma data". No entanto, o presidente da Câmara se comprometeu em mediar negociações entre trabalhadores e empresários. "O meio termo não é impossível", concluiu.
Com uma agenda apertada, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB/AP), apenas recebeu a pauta da delegação de sindicalistas, que estavam acompanhados pelo senador Paulo Paim (PT/RS). Os dirigentes sindicais pediram atenção ao PDS 819/09, que ratifica a Convenção 151 da OIT (negociação coletiva no serviço público). O projeto está sob análise da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, onde a relatoria foi distribuída ao senador Geraldo Mesquita Junior (PMDB/AC).

FONTES: MTE / DIAP

 

 



 
 
 
 
 
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