ÍNDICE NACIONAL DE PREÇOS AO CONSUMIDOR

O Sistema Nacional de Preços ao Consumidor – SNIPC, desenvolvido pelo IBGE, efetua a produção contínua e sistemática de índices de preços ao consumidor, tendo como unidade de coleta estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços, concessionária de serviços públicos e domicílios (para levantamento de aluguel e condomínio). O período de coleta do INPC estende-se, em geral, do dia 1° Ao último dia do mês de referência. A população-objetivo do INPC abrange as famílias com rendimentos mensais compreendidos entre 01 (um) e 06 (seis) salários-mínimos, cujo chefe é assalariado em sua ocupação principal e residente nas áreas urbanas das regiões. A pesquisa foi iniciada em 1979.
O INPC é, historicamente, o índice que serve como base para o reajuste de salários. Como sua base de pesquisa atinge a faixa de renda de até 06 (seis) salários mínimos, engloba mais de 90% (noventa por cento) da população empregada no país. Também é o índice utilizado pelo governo para o reajuste das aposentadorias.
Sua periodicidade é mensal e a abrangência geográficacompreende as Regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre e Brasília e o município de Goiânia.
RESULTADOS DIVULGADOS

Área Geográfica
Agosto/2007
Acumulado 12 meses
Brasil
0,59
4,82
Regiões Metropolitanas

Belém                 
Belo Horizonte
Brasília               
Curitiba               
Fortaleza            
Porto Alegre       
Recife                 
Rio de Janeiro
Salvador           
São Paulo             

1,05
0,57
0,33
0,28
0,74
0,40
0,27
0,61
0,71
0,51

6,36
6,02
3,11
4,48
3,71
4,29
3,65
3,53
6,10
4,91

Goiânia
0,45
4,55
     

ANÁLISE DOS NÚMEROS

Os resultados apresentados até o momento apontam uma expectativa de inflação de 4,7% para o ano de 2007. A confirmar-se este índice, e com o esperado PIB nacional na ordem de 4,7%, poderemos ter um salário mínimo na casa dos R$ 416,00 (quatrocentos e dezesseis reais) a R$ 420,00 (quatrocentos e vinte reais) a partir de março de 2008. O governo federal anunciou uma proposta de R$ 407,33 (quatrocentos e sete reais e trinta e três centavos), mas o DIEESE já adiantou o valor de R$ 412,00 (quatrocentos e doze reais) como sendo o reajuste aceitável, ambos os números informados antes da publicação dos índices inflacionários de agosto.

Também as negociações trabalhistas devem ser analisadas sob os números apresentados. Declarações do governo e projetos de lei em discussão mostram um percentual de 1,5% superior à inflação como patamar de negociações com as categorias profissionais existentes no funcionalismo público. Novamente, o déficit da Previdência aparece como o vilão do momento. Para o setor privado, também a Previdência pode indicar o caminho das negociações, uma vez que o FAP (Fator Acidentário de Prevenção) ameaça o incremento de encargos sobre o trabalho, podendo dobrar o custo do SAT (Seguro de Acidentes do Trabalho) hoje existente. Apesar dos dados de negociações encerradas pelo setor privado em todo o Brasil indicarem ganho real médio de 1,7% sobre o índice inflacionário, essa ameaça do SAT deve tornar mais cautelosas as mesas de negociação.

A contrapartida a essa cautela deve ser o aumento do salário mínimo que carreará reajustes maiores que a inflação, principalmente nos salários menores, para manter certo equilíbrio na distribuição salarial das empresas.

Por outro lado, devem ganhar força as discussões sobre benefícios que, por não terem o peso da carga tributária, tornam-se atrativos. Os sistemas de participação nos resultados, alicerçados em metas de produtividade, devem ser as principais peças de discussão, assim como a previdência privada e os planos de assistência médica, estes instados pela situação atual da Previdência Social.

Outra mudança interessante é a discussão da reposição da inflação pelos índices regionais, em substituição ao INPC nacional. Mas esta variável deve ser analisada com maior cuidado.

Fortaleza, Setembro de 2007.
Focvs Consultoria

 

 

 

 

 
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